Contra-educação e cibercultura: uma interlocução possível à luz da cidadania global

Alexandre Guilherme, Lucia Maria Martins Giraffa, Cristina Martins

Resumen


Este artigo discute as políticas educacionais das organizações internacionais, especialmente as relativas à cidadania global e suas implicações para a cibercultura / ciberespaço, bem como a possibilidade de implementar um projeto de contra-educação, como previsto por Ilan Gur Ze’ev, o importante filósofo israelense da educação, que faleceu em 2012. Em conexão com isso, perguntamos: que tipo de indivíduos devemos ser no mundo digital? Para responder a esta pergunta, nos engajamos com a proposta da UNESCO de Educação para a Cidadania Global, que procura promover uma atitude holística, educacional, comprometida e moral entre os jovens de todo o mundo, e como isso influencia a cibercultura como uma condição pós-moderna. A abordagem de Gur Ze’ev seria crítica a qualquer tentativa de apresentar um ideal utópico; ademais, é importante notar que para a contra-educação uma vez que o ideal é definido como o objetivo, então o desenvolvimento educacional significativo torna-se constrangido. Assim, vemos que a contra-educação de Gur-Ze’ev nos possibilita uma reflexão profunda, significativa e crítica sobre questões que envolvem a cibercultura, e como esta é afetada pela abordagem da Educação para a Cidadania Global. Concluímos que é possível desenvolver a contra-educação dentro do movimento para a cidadania global, sendo devidamente fundamentada em uma abordagem crítica do que está sendo proposto pelas organizações internacionais como objetivos de aprendizagem desejáveis.


Palabras clave


Cibercultura; Cidadania Global; Contra-educação

Texto completo:

PDF (Português (Brasil))

Referencias


Carabajal, M. (2004, junho 4). Contra-Educação. Jornal Folha de Boa Vista. Consultado em 14 novembro de 2016, de: http://www.academialetrasbrasil.org.br/artcontraeducacao.htm.

Coll, C., & Illera, J. L. R. (2010). Alfabetização, novas alfabetizações e alfabetização digital: as TIC no currículo escolar. In Coll, C., & Monereo, C. (Orgs.), A Psicologia da Educação Virtual: aprender e ensinar com as Tecnologias da Informação e da Comunicação. Artmed.

Dalpiaz Antunes, D., Guilherme, A., & Rech da Silva, L. (2016). Educação continuada na docência: concepções, avanços e desafios na perspectiva de Bourdieu E Gur-Ze’ev. Anais ANPED SUL. Consultado em 06 dezembro de 2016, de: http://www.anpedsul2016.ufpr.br/wp-content/uploads/2015/11/EIXO6_DENISE-DALPIAZ-ANTUNES-ALEXANDRE-ANSELMO-GUILHERME-LUCAS-RECH-DA-SILVA.pdf

Delors, J. (1998). Learning: The treasure within. Unesco.

Freire, P. (1983). Educação como prática da liberdade. Editora Paz e Terra.

Guilherme, A. (2015). Michel Serres’ Le Parasite and Martin Buber’s I and Thou: Noise in informal education affecting dialogue between communities in conflict in the Middle East. Educational Philosophy and Theory, 47(10), 1052-1068.

Gur-Ze’ev, I. (2003). É possível uma educação crítica no ciberespaço?. Comunicações, 9(1), 72-98.

Gur-Ze’ev, I. (2005). Adorno and Horkheimer: Diasporic Philosophy, Negative Theology, and Counter‐education. Educational theory, 55(3), 343-365.

Gur-Ze’ev, I. (2010a). The Possibility/Impossibility of a New Critical Language in Education. Sense Publishers.

Gur-Ze’ev, I. (2010b). The Nomadic Existence of the Eternal Improviser and Diasporic Co-Poiesis Today, Diasporic Philosophy and Counter Education. Sense Publishers.

Henry, M., Lingard, R., Rizvi, F., & Taylor, S. (2001). The OECD, globalisation and education policy. Elsevier Science.

Landow, G. P. (1992). HyperText: the convergence of contemporary critical theory and technology (parallax: re-visions of culture and society series). United States: Johns Hopkins University Press.

Lankshear, C., Peters, M., & Knobel, M. (1996). Critical pedagogy and cyberspace. In Counternarratives: Cultural studies and critical pedagogies in postmodern spaces (pp. 149-188). Routledge.

Levy, P. (1999). Cibercultura. Editora 34.

Muffoletto, R. N. (1999). Towards a critical pedagogy of media education. Madison: University of Wisconsin.

Naval, C., & Arbués, E. (2012). La alfabetización mediática de los futuros professores de educación primaria y secundaria. In Aretio, L. G. (Ed.), Sociedad del Conocimiento y Educación. Madrid: Universidad Nacional de Educación a Distancia.

Rhoads, R. A., & Torres, C. A. (2006). The university, state, and market: The political economy of globalization in the Americas. California: Stanford University Press.

Shahjahan, R. A. (2012). The roles of international organizations (IOs) in globalizing higher education policy. In Higher education: Handbook of theory and research (pp. 369-407). Springer Netherlands.

Saldanha, L. C. D. (2008). Subjetividade no ciberespaço ou a aprendizagem nos labirintos do hipertexto. Revista@ mbienteeducação, 1(1).

Santaella, L. (2016). Temas e dilemas do pós-digital: a voz da política. São Paulo: Editora Paulus. [e-book].

Santaella, L. (2013). Comunicação Ubíqua: Repercussões na cultura e na educação. São Paulo: Editora Paulus.

Shahjahan, R. A. (2016). International organizations (IOs), epistemic tools of influence, and the colonial geopolitics of knowledge production in higher education policy. Journal of Education Policy, 31(6), 694-710.

United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization – UNESCO (2015). Global Citizenship Education: Preparing learners for the challenges of the twenty-first century. Consultado em 15 novembro de 2016, de http://unesdoc.unesco.org/images/0022/002277/227729E.pdf

United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization – UNESCO (2015). Educação para a cidadania global: tópicos e objetivos de aprendizagem. Consultado em 15 novembro de 2016, de http://unesdoc.unesco.org/images/0023/002329/232993e.pdf

United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization – UNESCO (2016). Glossário de Terminologia Curricular. Consultado em 15 novembro de 2016, de http://unesdoc.unesco.org/images/0022/002230/223059por.pdf

Vaira, M. (2004). Globalization and higher education organizational change: A framework for analysis. Higher education, 48(4), 483-510.

Vigotsky, L. S. (2007). A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores [Organizadores: Michael Cole et al. 7ª Edição]. São Paulo: Editora Martins Fontes.




DOI: http://dx.doi.org/10.14516/fde.582

Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.




e-ISSN: 1698-7802

DOI prefix: 10.14516/fde

URL: www.forodeeducacion.com

FahrenHouse: Salamanca, España 

Licencia de Creative Commons
Este obra está bajo una licencia de Creative Commons Reconocimiento-NoComercial 3.0 España.